O fim do anonimato na internet

right_privacyPor: Eduardo Karasinski

Com identificações para cada um, seria possível o fim do anonimato na internet?

É possível dizer que a internet surgiu de uma maneira muito semelhante aos outros meios de comunicação, como o rádio e a televisão, por exemplo.

Até alguns anos atrás, as pessoas não tinham a mínima noção da proporção que a internet tomaria, muito menos dos usos que se fariam dela. E é exatamente por isso que a rede é, de certa forma, desorganizada hoje em dia.

As leis na internet
Não há leis muito concretas, nem normas de conduta que as pessoas devem seguir obrigatoriamente. Há somente algumas pouquíssimas adaptações das leis que já existem normalmente para a internet.

As poucas leis que servem também para a internet correspondem, em sua maioria, às leis de defesa do consumidor, no caso de alguém comprar produtos em lojas virtuais. Nesse caso, as lojas acabam sendo consideradas da mesma maneira que as reais, não havendo uma diferenciação apropriada.

Fora as leis do consumidor, algumas outras também podem ser adaptadas para a internet, como quando ocorrem ataques pessoais, em que há danos morais. Mesmo assim, não é algo considerado como “lei digital”.

Se realmente houvesse organizações e leis digitais, não teríamos grandes problemas com roubos de contas e falta de privacidade. Mas é importante pensar até que ponto isso é realmente algo benéfico.

O anonimato

É possível dizer, com a maior segurança, que as pessoas têm todo tipo de anonimato que quiserem na internet. Ataques pessoais, por exemplo, podem surgir da maneira mais fácil possível. Comentários ofensivos em blogs e fotologs pessoais, por exemplo, é uma das maneiras mais comuns de ataques anônimos que existe.

E, através de alguns mecanismos, é possível enganar os servidores e fazer com que o seu computador seja visto como sendo um outro totalmente diferente. É como se você se disfarçasse para acessar um determinado site, por exemplo. Esses mecanismos são usados por hackers para invasão de contas em geral, como de bancos, para transferência ilegal de dinheiro.

Na verdade estamos todos identificados

Quando você se conecta a uma rede interna ou de computadores, o seu PC recebe um endereço IP. Esse número é atribuído de maneira individual, para identificar cada um que está conectado. Dessa forma, não é possível anonimato na maioria dos casos, já que quando você utiliza a internet, deixa um “rastro”, que é o seu endereço IP.

A solução?
Em outubro, Eugene Kaspersky (CEO da Kaspersky) concordou que o maior problema da internet, em questão de segurança, é o fato das pessoas poderem se fazer anônimas.

A sugestão de Kaspersky para resolver o problema? Fazer com que todos se identifiquem obrigatoriamente na internet, através de passaportes. Para navegar, então, é obrigatório usar o seu. Se você imaginou um usuário e senha, acredite, vai mais longe que isso: seria como um documento de verdade, impresso.

Segundo o CEO, a atitude de liberar a internet para todos foi totalmente errada, pois ela começou como uma ferramenta militar, com a ARPANET (considerada o protótipo da internet). Ao aproximar o virtual do real, a intenção é de que a segurança seja a mesma. Se nossos documentos permitem que sejamos identificados, através de impressões digitais e fotos, por exemplo, será que isso não seria possível no meio virtual?

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