De olho em 2010, Dilma treina “lulês” e adota agenda mais popular

Presidente Lula e Dilma
Hoje os eleitores tem muito mais informações e com isso melhor capacidade para escolher os seus governantes. Segundo Roberto Monti “o brasileiro cada vez mais toma decisões baseado na informação e que a política eleitoral do grande espetáculo esgotou a sua capacidade de produzir resultados.” Para ele existem alguns pontos que devem ser levados em conta ao se preparar uma campanha política:
• O candidato deve apresentar tributos positivo para o seu eleitorado.
• Seus programas e projetos devem agregar valor ao eleitorado.
• Ser verdadeiro, competitivo e ético
• Manter uma estrutura de comunicação capaz de construir uma imagem positiva.

O candidato precisa manter uma boa relação com o seu eleitorado e cabe a ele à sua equipe, apresentar um programa com suas idéias, conteúdo e compromisso

Com temperamento forte e fama de “durona”, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ensaia novo passo na coreografia para 2010. Na versão “Dilminha paz e amor”, a candidata do PT ao Palácio do Planalto vai adotar agenda mais popular nos fins de semana, a partir deste mês, e já está treinando o “lulês”, como ficou conhecida a linguagem coloquial usada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus discursos. Dilma substituiu o tradicional “senhores e senhoras” por “companheiros e companheiras”, esforça-se por traduzir os números do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o cotidiano da população e vira e mexe recorre ao bordão que os brasileiros não se cansam de ouvir na boca do presidente, como “nunca antes neste país”.
Na tentativa de se aproximar do público feminino, a ministra também aprendeu a bater na tecla do preconceito contra a mulher e abusa da retórica sobre o “aconchego do lar” quando apresenta o programa Minha Casa, Minha Vida, que usará como plataforma de campanha.
Aluna aplicada do marqueteiro João Santana, Dilma faz media training para enfrentar o batalhão de jornalistas que a entrevista. A ordem do Planalto para a ministra, conhecida como “pavio curto”, é contar até dez e respirar fundo antes de responder a perguntas incômodas. Sob a orientação de Santana, Dilma também reformulou o guarda-roupa, adotou lentes de contato ainda no ano passado e hoje usa uma cor para cada ocasião.
A força-tarefa para suavizar a imagem da gerente do governo é monitorada por pesquisas. Levantamentos em poder de Lula indicam que sua candidata ainda é pouco conhecida pelo eleitorado de baixa renda e não tem votos suficientes entre o público feminino.
É com base no diagnóstico de desconhecimento nas camadas mais carentes da população que o comando da pré-campanha de Dilma está atuando. O foco é exibir a candidata como mulher competente e simpática, que, como Lula, também fala a linguagem do povo.
Sorridente, Dilma agradeceu a equipe que preparou o jantar, beijou a cozinheira, acenou para garçons e tirou fotos. “Ela superou as expectativas: conversou com muita naturalidade e todos a acharam superlegal”, descreveu Negromonte, ao lembrar que a chefe da Casa Civil segue os passos de Lula. “Não é feio copiar coisa boa”, arrematou. Com o mote “O Brasil no rumo certo”, o programa de TV que o PT vai pôr no ar, em 10 de dezembro, também adicionará o ingrediente da simpatia à imagem da ministra. Sempre ao lado de Lula.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo.

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